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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Say you'll see me again even if it's just in your wildest dreams

  

Standing in a nice dress, staring at the sunset, babe
Red lips and rosy cheeks
Say you'll see me again even if it's just pretend

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O que me prende

"(...) as imagens não me faltam, mesmo nos sonhos normais. Mas destas só retenho as que notei imediatamente. A matéria dos sonhos, o grão das imagens, é sensível à luz;e essas notas correspondem à fixação da película na câmara escura. Apenas um fragmento ínfimo do mundo dos sonhos emerge na consciência e mesmo esse desaparece num abrir e fechar de olhos, se não o apanhamos de pronto."

"Portanto não é de imagens, semelhantes às que arrebataram e apavoraram de Quincey, que me recordo. Apenas a sua placenta tenho presente: o solo onde germinam e crescem. A mudança das imagens é precedida das mutações do espírito e da sua receptividade. Primeiro, é preciso criar o vazio, como acontece com qualquer quadro, filme ou manuscrito, que começa sempre por uma superfície branca. Há que neutralizar o tempo. Este leve impulso, desprovido de qualidade, era agradável. De vez em quando, campainhas discretas interrompiam-no, como que para alertar a atenção."

Drogas, Embriaguez e Outros Temas, Ernst Jünger

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

no one can lift the damn thing

Sonhei que carregava nas mãos uma vela branca mas a chama era rosa,e eu tinha que segurá-la com todo cuidado, para não me queimar, para não deixá-la se apagar com o vento do meu movimento, para que ela não deslizasse pelos meus dedos e caísse no chão. Mas ela era linda, e iluminava de cor-de-rosa todo o corredor branco por onde eu passava. E lembrei dessa canção :



sábado, 23 de agosto de 2014

So put up your fists and I'll put up mine \ no running away from the scene of the crime

Why is it so
That I've always been the one who must go
That I've always been the one told to flee
When it fact you were the one long ago
Actually in the drifting white snow
You left me


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

All is full of love / + autoajuda



Se alguma coisa aprendi em 2013, foi que amar é também deixar ir
de verdade, sem apego
e que o amor está sempre está à nossa volta,
só esperando o coração se abrir

sexta-feira, 31 de maio de 2013

anybody's ghost


E ela dizia eu não quero o seu tempo, quero o seu interesse. E ela dizia eu não quero suas horas, seus dias, quero sua fome.
Que de flores e fantasmas já tenho muito.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


A primeira compreensão rápida que têm. E está bom. Respostas rápidas para perguntas simples. Não tenho ânimo ou inteligência para tentar explicar nada mais a fundo. Eu deixo. Deixo passar.

domingo, 16 de setembro de 2012

Oh time great healer

Numa entrevista antiga, o Bill Callahan comenta que o seu último emprego foi passar o ano inteiro cuidando de uma mentally disabled woman. Dizem as más línguas que ele estava se referindo à Cat Power. Enfim, depois dela veio a Joanna Newson e o resultado foram – adivinhem?– mais acordes de miséria emocional. Se bem que o namorado da Joanna atualmente parece uma pessoa mais solar, como ela.

É claro que há maneiras diferentes de se viver o amor, como há pessoas diferentes no mundo. Há pessoas que sentem algo avassalador e acordam um dia sem sentir mais nada, prontas para a próxima – outras sentem algo intenso mas constante, e cultivam, preservam, gostam de cuidar desse sentimento. E há outras que... sei lá. Há Chan Marshalls, que desabam ao saber que o ex já está morando com outra, mesmo 6 anos depois (o que no nosso tempo é muito tempo). As pessoas são diferentes, claro. Nem melhores, nem piores, só diferentes. Há Chans, Bills, Joannas, e uma miríade de gradações aí no meio que fazem a riqueza do ser humano.

Eu me pergunto se essa música surgiu antes ou depois. Se a pessoa sabe que não é constante, que o sentimento pode sumir tão rápido quanto surgiu, não tem porque deixar o outro pensando que pode ir além. Se há dúvida sobre essa possibilidade de ir além, há grande probabilidade de nem haver possibilidade. Pena que seja tão difícil iluminar a maneira como funcionamos, e perceber como funciona o outro. Pena, porque aí nos perdemos.
Sim, amores acabam todos os dias. Com a mesma facilidade como começam.
O amor não. 


At first her warmth felt good between my legs
Living breathing heart-beating flesh
But soon that warmth turned to an itch
Turned to a scratch
Turned to a gash
I break horses
I don't tend to them




She knows not the length of your hair in my hands
...
You win,
I'll give in,
I forgive you

Oh time, great killer healer

terça-feira, 10 de julho de 2012


O que ficou foi aquele pequeno momento que durou segundos, mas tão totalizante que se prolonga, como uma nota vibrando infinitamente no espaço. Que surgiu do nada, a despeito de técnicas, persistência. Que vem quando não se está mais à espera, quando não se está mais procurando e a atenção está livre. Esse pequeno momento vem quando tem vontade e pode nunca mais vir. Mas é como um raio de luz para quem vive na noite. Depois de senti-lo, nunca mais se deixa de esperá-lo. E pode durar o tempo de um piscar de olhos, mas justifica anos e anos de vazio, de escuro.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Enquadramento

O José Luís Peixoto tem uma tatuagem singular no braço esquerdo: uma moldura vazia. De vez em quando ele pede para algumas pessoas deixarem algum desenho no espaço-tela que é o próprio pulso. O resultado de cada uma destas intervenções/contribuições pode ser acompanhado no blog  http://moldura.blogs.sapo.pt .

Lembrei deste post quando estava no site do Molduraminuto -- semanas à procura de uma loja que faça molduras e entregue em casa a um preço viável. Mas eu não deveria ter tanta pressa.
A última vez que preguei um quadro ele se espatifou no chão de madrugada. Acordei com os latidos dela e a visão do Fernando Pessoa esmagado no chão por caquinhos de vidro. Não se zanguem com ela, são tolerantes com ela, pediam os deuses e a Margarida Pinto, cantando no meu meio sono. A minha obra? A minha alma principal? A minha vida? Um caco, diz o poeta, debaixo dos pedacinhos que brilham.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quando o amor não é conveniente

Não sei quando começaram a nos ensinar que caminhar sozinho era sinônimo de ser adulto – e que qualquer coisa diferente disso cheira a codependência ou a naftalina. Não sei quando nos ensinaram que a saída é partir para outra. Mas hoje a cartilha é clara: o amor não é suficiente, não pode vir em primeiro lugar. Antes de qualquer relação vêm os nossos projetos individuais – essencial é manter o foco, temos obrigação de não ceder. Isso se temos algum amor-próprio, alguma autoestima.

Se o amor se encaixar no nosso cronograma, legal. Se não, há outras pessoas, com outros planos. Que de repente até combinam com os nossos, e aí nem temos que nos desviar tanto...

Esse desprendimento é tão saudável e esclarecido que às vezes confunde: de repente, o afeto parece uma magia que pode ser reproduzida com um fantoche qualquer. Toda essa ênfase na fidelidade aos projetos individuais faz com que estes pareçam coisas estanques – para não dizer coisas mortas, ou ainda, obsessões. O que soa mais triste ainda quando se pensa que os sonhos poderiam crescer e abarcar o outro – entretecendo, interligando e, nesse movimento, ganhando novos contornos – agregando valor, como o pessoal corporativo gosta de dizer.

Se não há espaço para essa interrelação e interseção – diferente de fusão – então que espaço há para o amor? Ou o amor por inteiro só existe quando nos é conveniente? Se nos meus sonhos e planos não há lugar para o outro, onde haverá?



sábado, 9 de junho de 2012

Almoço em família

Onze dias foi o tempo da viagem de barco que trouxe minha avó, com seu bebê no colo, pela primeira vez para o Brasil.

Treze anos tinha a minha prima quando tentou pela primeira vez cortar os pulsos. Ela morreu com 25, num acidente de trânsito.

Duas primas viraram judias; três, pelo menos, flertaram com a umbanda; um primo virou pastor da igreja protestante ortodoxa nos EUA.

O nome do meu tio não consta da lista de presos políticos torturados pela ditadura. O que consta é que nada consta. As provas são óbvias, mas ninguém quer mexer no que já passou.

A caixinha de música da minha prima tinha dois bonecos brincando numa gangorra, eles subiam e desciam enquanto a neve caía. Eu abria e fechava a caixinha toda hora para prolongar a melodia, que encontrei aqui:






sábado, 19 de maio de 2012

Nat e a fluoxetina



Só hoje descobri que durante anos me enganei na letra dessa música, um clássico da minha infância. Sempre ouvi: "só porque não sei chorar eu vivo rindo a sofrer" - quando, afinal, ele diz que fica triste a sofrer.
O verso perdeu todo o seu ar adoravelmente maníaco - e, confesso, metade da graça.