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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Roma

A terra vermelha rodeia-me nos edifícios, tetos, turistas bronzeados, nos afrescos.
Deixo a água escorrer pela pele num banho sem fim - não há como tirar do corpo o pó das ruas.
Despenco no sono após o labirinto da cidade -- desperto assustada a meio, em plena queda livre

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cair, perder o rumo  interno. O foco. O eixo que alinha coluna. órgãos, músculos, coração. Cair de amor. Tudo solto, sem nexo, sem. 
Em Portugal, dizemos "cheio de" mesmo para o vazio: posso estar tanto cheio de sono, ou de dor ou de alegria como cheio de fome, cheio de sede, cheio de saudade. Quando a ausência nos habita a ponto de transbordar, invadindo todo e qualquer espaço livre com a sua presença - vai invadindo, ocupa.