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domingo, 20 de maio de 2012

"Se um tipo sabe muito, sabe o suficiente para saber o que as mulheres são.
As mulheres são umas víboras.
Pior que elas não conheço.
Gosto delas quando estão caladas, mas fora disso as coisas
complicam-se.
Uma mulher bonita e calada é o paraíso, mas quando começa
a falar e a querer analisar tudo, tintim por tintim, então
começamos a aproximarmo-nos rapidamente do inferno.
Quando a mulher começa aos gritos então chegámos mesmo lá.
É o inferno.
Por causa do tom de voz que utilizámos uma mulher é capaz
de resmungar durante 3 dias.
O homem, pelo menos, é mais prático.
Depois de uma boa refeição, qualquer tom de voz
é maravilhoso.
As mulheres não entendem isso.
Complicam as coisas.
Estão sempre a perguntar:
--Mas tu não me amas, não é?
É claro que não.
Mas não lhes podemos dizer.
Se o disséssemos elas deixariam logo de nos amar.
Era imediato.
Por isso, o melhor é ir adiando a questão. Não dizer a verdade.
De refeição em refeição até a refeição final.
É este o meu lema.
Acabaram-se os ovos?
Já não fazes aquele arroz bom?
Aquelas saladas? Dá muito trabalho?
Então, chegou a hora de partir.
Pegamos, pois, no casaco ( é preciso não esquecer o casaco)
e saímos à procura de um restaurante.
É assim que acabam as relações.
Os homens saem à procura de um restaurante novo.
É quase sempre assim.
Vêm nos livros."

Gonçalo M. Tavares, O homem ou é tonto ou é mulher