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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sempre Odete


Da extensa galeria de "terroristas emocionais" do cinema e literatura, Odete ainda é a minha preferida. Não pelos motivos óbvios - a história de amor além-túmulo - nem pela acrobacia narrativa admirável  que a heroína executa ao se prender a esse amor. Nem por lembrar que nós todos vivemos de estrelas extintas, como diria Cristina Campo. Talvez por motivos que eu nunca vá conhecer. Da última vez que o vi, lembro de pensar no quanto de todos nós, leitores há na Odete. Nessa mulher que se despe da própria história para dar corpo à história do outro. Que se oferece inteira - não é esse misto de canibalismo, entrega e transcendência um ponto essencial do envolvimento com a ficção?
Vai ser estranho rever o filme agora no cinema, no festival - (depois de tudo, depois do fim). Nesse silêncio sem fuga, talvez seja preciso ouvir o que Odete diz.