domingo, 29 de março de 2015

Aquelas histórias clássicas de pessoas trancadas em casas e igrejas que pegam fogo, caves e subsolos que inundam. Você sente a fumaça, o cheiro, o pânico, não sabe quando será -- só sabe que não irá demorar muito. Você sabe que não há para quem rezar, para onde fugir nem pelo que esperar. Você concentra todo o seu ser na tarefa de conseguir passar pelo momento das chamas queimando a pele, das ondas encharcando o pulmão. Você não tem fuga e só pensa em como pode fazer para suportar o momento, sabendo que depois só há o abismo -- não há nada depois.

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